
A parcela do consórcio não é um valor genérico. Ela é composta por três elementos distintos, cada um com uma função específica. Entender isso é o que permite comparar grupos e administradoras com critério real.
Fundo Comum
É a maior parte da parcela e forma o caixa coletivo usado nas contemplações. Todo cotista contribui, sem exceção. Quem é contemplado usa o crédito, mas continua pagando até o encerramento do grupo.
Exemplo: crédito de R$ 80.000 em 80 meses = R$ 1.000/mês de fundo comum.
Taxa de Administração
Não é juro. É a remuneração da administradora pela gestão do grupo. Varia entre empresas e, embora pareça pequena no mês, a diferença acumulada ao longo do contrato é significativa.
Exemplo: taxa de 15% sobre R$ 80.000 = R$ 12.000 no total, ou R$ 150/mês.
Fundo de Reserva
É o seguro do grupo. Protege contra inadimplência e imprevistos operacionais. O saldo não utilizado costuma ser devolvido proporcionalmente no encerramento do grupo.
Exemplo: 2% sobre R$ 80.000 = R$ 1.600 no total, ou R$ 20/mês.
O que define um bom grupo
Taxa menor não é consórcio melhor. O que realmente importa é a saúde financeira do grupo, o perfil dos cotistas, o nível de inadimplência e as estratégias de contemplação disponíveis.
Um grupo com taxa baixa e mal administrado pode custar mais caro no final. A parcela é o ponto de partida. O grupo é o que determina o resultado.




